Com a promoção do curso pré vestibular da UFSC a, Cia Muiraquitã desenvolveu espetáculo abordando as obras literárias que serão de leitura obrigatória para o vestibular da UFSC e da UDESC 2010. Foi um sucesso.
As fotos são de Marcos Schu
entre em contato conosco através do e-mail: calai.teatro71@zipmail..com.br ou (49)991523212
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O PRÓXIMO
Em O próximo a ficção é novamente empregada, aproximando-se da realidade fantástica, e a proposta à italiana é retomada. Outro diferencial em relação aos espetáculos anteriores da trilogia, é que neste não são apenas dois personagens e sim quatro. Um vírus está colocando a humanidade em risco, rubrus morbidus, este vírus após detectada sua presença no corpo humano leva à morte em no máximo quarenta dias. A única forma de detectar sua presença é através de um sintoma, a pupila dos olhos fica vermelha. Após o enrubrecimento da pupila as pessoas morrem em até quarenta dias. O contágio é dado pelo toque. Para evita a contaminação de toda a humanidade a ONU instituiu uma força tarefa que procura pessoas infectadas ao redor do planeta. Quando um infectado é identificado, imediatamente ele é preso e é levado para uma ilha, ilha de Creatória, no Mar de Azov, na Rússia, lá as pessoas são colocadas em quarentena e esperam a morte. Milhares de pessoas já estão na ilha. A doença não manifesta nenhum outro tipo de sintoma as pessoas simplesmente vão morrendo, e o prazo máximo de vida são quarenta dias. O espetáculo tem inicio quando quatro personagens chegam à ilha, à sala de quarentena. Um dentista, um advogado, um mecânico e uma mulher. Lá eles não tem nenhum contato com o mundo exterior, apenas um pequeno radinho à pilha informa como estão a coisas no mundo exterior à ilha. Depois de mortas as pessoas são transformadas em adubo para fertilizar as lavouras russas.
CLAUSURA
Em Clausura a morte é o leitmotiv o espetáculo resultou de uma simples pergunta que a Cia tentou responder. como agiriam duas pessoas na eminência da morte? Dois homens. A partir daí o processo foi se desenvolvendo. Neste espetáculo a Ficção é explorada com mais intensidade o mundo real transversaliza a narrativa com dados e informações. Em Clausura a estética também é experimentada, diferentemente de, Nós Três, que utiliza uma relação palco platéia à italiana em Clausura é utilizada uma arena, mais do que isso o, público é convidado a entrar em uma cela onde estão dois prisioneiros condenados à morte, esperando a execução na cadeira elétrica. Clausura é a história de dois prisioneiros, que foram condenados à morte na cadeira elétrica por assassinato. Um deles é um serial killer, foi condenado pelo assassinato de dezenas de adolescentes. O outro matou toda a família, a exemplo de Pierre Reviérre, narrado por Michel Foucault. Porém primeiro manifesta traços esquizofrênicos e traumas de infância com relação à sua mãe. O segundo julga-se inocente, fervoroso leitor da bíblia, atribui as mortes na sua família ao cumprimento de uma ordem direta de Deus. Os personagens travam um verdadeiro embate entre suas verdades. Os dois encontraram-se na ante sala da cadeira elétrica no dia da execução, neste dia, a cadeira elétrica quebrou e deste então, a um tempo incontável, estão esperando o concerto do equipamento.
NÓS TRÊS
Em Nós Três A Cia Muiraquitã dá prosseguimento à sua linha de pesquisa acerca do espaço cênico, do trabalho do ator e do texto espetacular. Neste trabalho o processo de construção do espetáculo foge aos modelos convencionais de montagem. Aqui o processo de escritura e de montagem são levados concomitantemente. O tratamento do texto espetacular possui variantes, em ralação ao tratamento dado aos textos dos espetáculos anteriormente levados à cena pelo grupo. A comédia não configura-se como elemento central, apesar de os personagens serem cômicos, esta dualidade é presente em todo o transcorrer do espetáculo: mortos e vivos, Trágico e cômico, ator e personagem revelando a ebulição que vivem estes dois palhaços. Este trabalho, gestado deste a fase dramatúrgica, foi orientado por um processo de criação coletiva, a partir de matrizes sugeridas pela direção do espetáculo. O desejo de levar à cena experiências extra palco da Cia, aliado à linha ficcional de criação dramatúrgica do diretor, Clodoaldo Calai, e a não conformidade do ator e dramaturgo, Jonas Martins, resultaram em uma obra que entrelaça a ficção e a realidade vivida, diluindo suas fronteiras. Levar o público a passear por este universo sem identificar suas fronteiras é o objetivo da Cia Muiraquitã com este espetáculo e, para isso, o imponderável é elemento fundamental o imponderável que, não raras vezes, dá origem à vida, outras tantas vezes da origem à morte. O imponderável sobre o qual não há projeto ou determinação viva que preveja ou defina.
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